Mercado de motos: emplacamentos de setembro mantêm ritmo estável

O mercado brasileiro de motocicletas registrou 205.032 unidades emplacadas em setembro. Confira a performance das principais marcas e modelos no período.

Por Henrique Tavares ·

Vamos analisar o cenário. O mercado de motocicletas no Brasil fechou o mês de setembro com 205.032 unidades emplacadas. Este volume, embora robusto, nos entrega uma estagnação técnica quando olhamos para a comparação com setembro de 2025, apresentando uma leve queda de 0,09%. Para quem acompanha a indústria de perto, o número é um termômetro importante sobre o poder de compra e a dinâmica das marcas nas duas rodas. Cada detalhe faz diferença na hora de entender por que o consumidor escolhe A ou B, especialmente em um cenário onde a dominância de mercado segue concentrada em poucos players.

O domínio consolidado dos líderes de mercado

Tecnicamente falando, a Honda continua operando em um patamar de escala que, por ora, parece inalcançável pelos demais concorrentes. Com 137.408 unidades emplacadas, a gigante japonesa abocanhou 67,02% de todo o mercado brasileiro no período. É uma dominância que se reflete diretamente na presença dos modelos em cada esquina do país. O grande motor dessa estatística é a Honda CG 160, que sozinha registrou 48.835 emplacamentos, confirmando seu posto de líder absoluta e preferência nacional para o uso diário.

Na segunda posição, a Yamaha mantém sua trajetória consistente, somando 28.787 emplacamentos e garantindo 14,04% de participação. A marca, que historicamente trava batalhas interessantes em segmentos de baixa e média cilindrada, demonstra que sua estratégia de renovação de linha e foco em modelos de estilo apurado surte efeito no fechamento mensal. Para o consumidor que está no processo de tomada de decisão, vale observar como essas marcas se posicionam antes de fechar negócio; você pode conferir as opções atuais no nosso catálogo de elétricos ou em outras categorias de nosso portal.

O crescimento das alternativas e o fator custo-benefício

O restante do pelotão mostra uma movimentação que merece atenção. A Shineray ocupa o terceiro lugar com 11.174 unidades, detendo 5,45% de participação, o que reforça o apelo de seus modelos de entrada e scooters no cenário urbano. Logo atrás, a Mottu aparece com 7.937 emplacamentos (3,87%), um dado interessante que reflete a força do seu modelo de negócio voltado para a locação e entrega, nicho que transformou a dinâmica de emplacamentos no Brasil.

Outro movimento que chama a atenção é o da Avelloz e da Bajaj, que empataram tecnicamente em market share, com 1,59% cada. A Avelloz registrou 3.260 emplacamentos, enquanto a Bajaj contabilizou 3.255. A marca indiana, com sua expansão gradual e foco em performance, mostra que o mercado brasileiro está aberto a novas propostas tecnológicas. Se você está em dúvida sobre o custo total de propriedade desses modelos, pode ser uma boa ideia simular o financiamento no nosso simulador para entender como o investimento se comporta mensalmente.

Segmentos premium e nichos em foco

Ao analisarmos as marcas de maior valor agregado, como a Royal Enfield com 3.122 unidades (1,52%), a Triumph com 1.182 (0,58%) e a BMW com 1.156 (0,56%), percebemos que o segmento de alta cilindrada mantém um volume estável, mas muito específico. Estas marcas operam em um ecossistema onde a fidelização do cliente é a chave, e o pós-venda é tão crítico quanto a especificação técnica da moto.

Vale destacar que a Haojue também se manteve presente com 2.250 emplacamentos, o que equivale a 1,10% do mercado. O cenário total de 205.032 motocicletas novas mostra que o mercado de duas rodas continua sendo um dos pilares mais dinâmicos da nossa economia. A disputa entre os modelos de entrada, que focam na economia de combustível e manutenção barata, contrasta com o público de luxo que busca exclusividade, uma divisão que podemos analisar mais a fundo no nosso ranking de vendas.

O que os números dizem para o seu bolso

Ao olhar para essas estatísticas de setembro, fica claro que o consumidor está muito atento à relação de custo e benefício. O sucesso estrondoso da CG 160 não é por acaso, é o resultado de uma rede de assistência capilarizada e uma facilidade de revenda que poucos modelos conseguem replicar. No entanto, o surgimento de marcas como Bajaj e a força da Mottu indicam que novos perfis de motociclistas estão surgindo, buscando propostas diferentes de mobilidade que não necessariamente passam pela compra tradicional.

Se você está pensando em trocar sua moto ou adquirir a primeira, é fundamental considerar não apenas o preço de tabela, mas a facilidade de encontrar peças e o valor de revenda. Se as dúvidas começarem a surgir durante sua pesquisa, não hesite em consultar nossa seção de dúvidas. Entender o mercado é o primeiro passo para não ter surpresas desagradáveis após a compra. Nas duas rodas, a informação é o melhor acessório de segurança que você pode ter.

Nos vemos na próxima análise.